quarta-feira, 15 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
BC diz que economia terá crescimento "mais forte" no 2º semestre
O diretor de política monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, afirmou nesta quinta-feira, em São Paulo, que a economia brasileira deve retomar o crescimento no segundo semestre deste ano e que a inflação "convergirá para a meta".
Em evento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais), Mendes citou relatórios divulgados na semana passada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo Banco Mundial.
Segundo Mendes, os relatórios apresentaram aspectos positivos sobre a economia e o sistema financeiro brasileiros e "corroboram a visão do Banco Central sobre o crescimento mais forte do país neste semestre".
"O país está bem preparado para atravessar a nova fase da crise mundial graças às reservas internacionais e à liquidez elevada de seu mercado doméstico", disse o diretor do BC.
Mendes afirmou também que prevê uma expansão do crédito moderada nas próximos anos, em comparação com os anos anteriores.
Em conjunto com os juros baixos e a redução do "spread" bancário (diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o quanto cobram dos clientes), isso criará, segundo ele, o acirramento da competição entre as instituições financeiras.
Fonte: Folha de S. Paulo / ABIMAQ
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Presidente da Petrobrás defende a 'volta do etanol'
A solução para o crescente aumento da importação de gasolina está na retomada da produção de etanol no Brasil, declarou ontem a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster. Segundo a executiva, o atual plano de investimentos da estatal não prevê nenhuma nova unidade para aumentar a oferta de gasolina no curto prazo nem contempla a mudança no perfil das refinarias em execução - cuja capacidade estará mais voltada para produção de diesel.
"Sou meio rígida nas questões de mudanças de escopo de projetos. Se fizermos isso agora, teremos mais atraso nas refinarias que tanto precisamos. A forma mais rápida para resolver o problema é a volta do etanol", defendeu Graça, após evento realizado ontem, em São Paulo, pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
A executiva destacou que todo planejamento da Petrobrás foi feito em cima de um cenário que previa a expansão da produção de etanol no Brasil, o que não ocorreu. Mas ela se mostrou confiante em relação ao futuro: "Há uma expectativa de aumento na oferta do biocombustível a partir do ano que vem. Em 2014, estaria regularizado".
O cenário otimista de Graça, porém, não é compartilhado pela maioria da indústria de etanol, que reivindica o aumento do preço da gasolina. Na avaliação dos usineiros, essa é a única maneira para compensar a escalada do custo de produção e devolver a competitividade do biocombustível no mercado nacional.
Graça disse que tem trabalhado forte para que o etanol volte e acredita que governo e produtores conseguirão, em breve, encontrar uma saída para o problema. "O etanol tem a cara do Brasil. A retomada do setor é para o bem do biocombustível e para o bem dos hidrocarbonetos", disse Graça.
Uma das alternativas levantadas pelo Ministério de Minas e Energia é a elevação da mistura de etanol na gasolina, de 20% para 25%. Mas hoje, se essa mudança ocorrer, o País terá de importar etanol dos Estados Unidos para atender à demanda interna. Por enquanto, o governo não dá sinais de que está disposto a elevar os preços para dar competitividade ao etanol e reforçar o caixa da Petrobrás.
Preço. A presidente da estatal afirmou que o assunto preço está sempre na pauta, mas, no momento, não há nenhuma negociação em curso com o governo para reajuste da gasolina. "É claro que, como produtor, quero volume de venda e preço. Mas nossa política é de longo prazo." Isso significa que a empresa continuará mantendo a posição de adequar os preços internos da gasolina e diesel às tendências do mercado internacional, e não a variações pontuais.
Graça observou que é dever da Petrobrás mostrar a situação financeira da empresa para o acionista controlador, que é a União. Mas ela fez questão de ressaltar que os preços não tiveram peso muito grande no resultado trimestral da companhia - a estatal teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre do ano. "Não está entre os cinco fatores que mais impactaram o resultado, como é o caso do câmbio, da produção menor e a perda de eficiência operacional."
A executiva destacou que a Petrobrás prepara um plano de redução de custos operacionais, que deve priorizar uma melhor eficiência da empresa. Com isso, uma das melhorias esperadas pela companhia é o melhor gerenciamento das paradas das unidades de produção.
"Falamos em melhoria de eficiência operacional para que não tenhamos paradas não programadas", afirmou Graça Foster. "Paradas programadas não nos preocupam. Está na conta."
Fonte: O Estado de S. Paulo/Abimaq
"Sou meio rígida nas questões de mudanças de escopo de projetos. Se fizermos isso agora, teremos mais atraso nas refinarias que tanto precisamos. A forma mais rápida para resolver o problema é a volta do etanol", defendeu Graça, após evento realizado ontem, em São Paulo, pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
A executiva destacou que todo planejamento da Petrobrás foi feito em cima de um cenário que previa a expansão da produção de etanol no Brasil, o que não ocorreu. Mas ela se mostrou confiante em relação ao futuro: "Há uma expectativa de aumento na oferta do biocombustível a partir do ano que vem. Em 2014, estaria regularizado".
O cenário otimista de Graça, porém, não é compartilhado pela maioria da indústria de etanol, que reivindica o aumento do preço da gasolina. Na avaliação dos usineiros, essa é a única maneira para compensar a escalada do custo de produção e devolver a competitividade do biocombustível no mercado nacional.
Graça disse que tem trabalhado forte para que o etanol volte e acredita que governo e produtores conseguirão, em breve, encontrar uma saída para o problema. "O etanol tem a cara do Brasil. A retomada do setor é para o bem do biocombustível e para o bem dos hidrocarbonetos", disse Graça.
Uma das alternativas levantadas pelo Ministério de Minas e Energia é a elevação da mistura de etanol na gasolina, de 20% para 25%. Mas hoje, se essa mudança ocorrer, o País terá de importar etanol dos Estados Unidos para atender à demanda interna. Por enquanto, o governo não dá sinais de que está disposto a elevar os preços para dar competitividade ao etanol e reforçar o caixa da Petrobrás.
Preço. A presidente da estatal afirmou que o assunto preço está sempre na pauta, mas, no momento, não há nenhuma negociação em curso com o governo para reajuste da gasolina. "É claro que, como produtor, quero volume de venda e preço. Mas nossa política é de longo prazo." Isso significa que a empresa continuará mantendo a posição de adequar os preços internos da gasolina e diesel às tendências do mercado internacional, e não a variações pontuais.
Graça observou que é dever da Petrobrás mostrar a situação financeira da empresa para o acionista controlador, que é a União. Mas ela fez questão de ressaltar que os preços não tiveram peso muito grande no resultado trimestral da companhia - a estatal teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre do ano. "Não está entre os cinco fatores que mais impactaram o resultado, como é o caso do câmbio, da produção menor e a perda de eficiência operacional."
A executiva destacou que a Petrobrás prepara um plano de redução de custos operacionais, que deve priorizar uma melhor eficiência da empresa. Com isso, uma das melhorias esperadas pela companhia é o melhor gerenciamento das paradas das unidades de produção.
"Falamos em melhoria de eficiência operacional para que não tenhamos paradas não programadas", afirmou Graça Foster. "Paradas programadas não nos preocupam. Está na conta."
Fonte: O Estado de S. Paulo/Abimaq
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
ICMS unificado beneficiaria 20 Estados
Estudo feito pelo Ministério da Fazenda mostra que 20 dos 27 Estados (incluindo o Distrito Federal) ganharão com a unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 4%. Nas projeções da Fazenda, até mesmo São Paulo, o maior exportador do país, ganhará com a mudança. Também Minas Gerais e o Rio de Janeiro serão ganhadores. Os Estados perdedores serão Amazonas, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Para que a mudança possa ocorrer, a União terá que arcar com as perdas desses sete Estados durante a transição, que pode durar até oito anos. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse, no entanto, que a União não aceita compensar integral e permanentemente essas perdas, inclusive porque parte dos prejuízos que o estudo aponta não é real, pois ele não considerou os benefícios tributários concedidos.
Se a transição para a alíquota interestadual de 4% for de oito anos, o estudo do Ministério da Fazenda estima uma perda de R$ 2,1 bilhões no primeiro ano. Essa perda aumenta ao longo do tempo, chegando a cerca de R$ 13 bilhões no último ano de transição. Barbosa observou que o estudo foi elaborado antes da aprovação da resolução do Senado que unificou em 4% a alíquota interestadual aplicada aos produtos importados, o que acabou com a chamada guerra dos portos. O governo federal já está compensando os Estados que perderam com essa mudança, o que altera o cálculo da perda total com a unificação da alíquota do ICMS em 4% para todos os produtos.
O secretário-executivo da Fazenda admitiu, no entanto, que ainda não há acordo em torno da unificação da alíquota interestadual do ICMS. Alguns Estados querem manter duas alíquota, de 4% e 7%. Atualmente, elas são de 7% e 12%. Para tornar possível um acordo, o governo sugere que a unificação da alíquota em 4% seja feita em quatro anos para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os Estados do Sul e em oito anos para os Estados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Espírito Santo.
Barbosa admitiu que o espaço fiscal para a União arcar com a transição é pequeno, neste momento em que o Orçamento de 2013 está sendo definido. Ele acredita que o problema pode ser minimizado com o prazo maior para a transição.
Em evento em São Paulo, o coordenador do Confaz, Cláudio Trinchão, disse que, apesar de já terem sido feitas 13 reuniões sobre o assunto, vai demorar até que os Estados cheguem a uma decisão unânime sobre a unificação das alíquotas de ICMS.
Fonte: Valor Econômico - Abimaq
Para que a mudança possa ocorrer, a União terá que arcar com as perdas desses sete Estados durante a transição, que pode durar até oito anos. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse, no entanto, que a União não aceita compensar integral e permanentemente essas perdas, inclusive porque parte dos prejuízos que o estudo aponta não é real, pois ele não considerou os benefícios tributários concedidos.
Se a transição para a alíquota interestadual de 4% for de oito anos, o estudo do Ministério da Fazenda estima uma perda de R$ 2,1 bilhões no primeiro ano. Essa perda aumenta ao longo do tempo, chegando a cerca de R$ 13 bilhões no último ano de transição. Barbosa observou que o estudo foi elaborado antes da aprovação da resolução do Senado que unificou em 4% a alíquota interestadual aplicada aos produtos importados, o que acabou com a chamada guerra dos portos. O governo federal já está compensando os Estados que perderam com essa mudança, o que altera o cálculo da perda total com a unificação da alíquota do ICMS em 4% para todos os produtos.
O secretário-executivo da Fazenda admitiu, no entanto, que ainda não há acordo em torno da unificação da alíquota interestadual do ICMS. Alguns Estados querem manter duas alíquota, de 4% e 7%. Atualmente, elas são de 7% e 12%. Para tornar possível um acordo, o governo sugere que a unificação da alíquota em 4% seja feita em quatro anos para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os Estados do Sul e em oito anos para os Estados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Espírito Santo.
Barbosa admitiu que o espaço fiscal para a União arcar com a transição é pequeno, neste momento em que o Orçamento de 2013 está sendo definido. Ele acredita que o problema pode ser minimizado com o prazo maior para a transição.
Em evento em São Paulo, o coordenador do Confaz, Cláudio Trinchão, disse que, apesar de já terem sido feitas 13 reuniões sobre o assunto, vai demorar até que os Estados cheguem a uma decisão unânime sobre a unificação das alíquotas de ICMS.
Fonte: Valor Econômico - Abimaq
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
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